Já não me lembro se "postei" isto, mas que "sa" lixe.
domingo, 29 de Novembro de 2009
sábado, 28 de Novembro de 2009
Queriam enganar a malta, pá?
Se o Código Contributivo, reprovado no Parlamento, não significava, como afirmaram o PS e o Governo, um aumento encapotado de impostos, por que razão afirma o ministro Teixeira dos Santos que, com esta reprovação, não há condições para reduzir o défice das contas públicas?
António Barreto
« (...) comparando com países que tiveram recentemente de fazer profundíssimas reformas, como a República Checa, a Polónia, a Hungria, a Eslovénia, dou-me conta de que estão a ir mais depressa e melhor que nós. Estão mais consolidados e, tendo menos anos de democracia, parece que têm mais. Têm melhor cultura, melhor formação e usam muito melhor que nós os meios que têm.»
«Há poucos empresários, poucos capitalistas com capitais, as elites são fracas e têm uma noção medíocre do serviço público. É raríssimo encontrar ricos, poderosos, famílias antigas, com um sentimento forte do contributo que podem dar à sociedade.»
«Mas quem tem como informação exclusiva a televisão subordina o raciocínio, o pensamento, o estudo, o lápis que toma as notas, às emoções. É mais fácil ser livre e independente com um papel na frente do que diante de uma imagem que é fabricada com som e se dirige às emoções e aos sentimentos e não à razão - ou pouco à razão.»
«Enquanto o poder executivo, através do poder legislativo - porque ambos representam o povo -, não tomar a iniciativa, a justiça piorará.»
«Hoje estamos na "vida normalizada", em que os políticos fazem carreira e ela pode produzir pessoas interessantes, ou não. Não é uma vocação, é uma carreira. Diz-se que muitas pessoas competentes saíram da política mas fizeram-no porque dantes ela era uma vocação que se confundia com uma causa. Hoje há certamente pessoas capazes, o que têm é uma maneira muito diferente de fazer política.»
«Em Portugal quase toda a gente depende do Estado, do governo, das instituições públicas oficiais, dos superiores, dos empregadores. Não há verdadeiros focos de independência. Depende-se de muita coisa: do alvará, de ter autorização, de ser aceite, da boa palavrinha do bom secretário de Estado que diz ao bom banqueiro que arranje uns bons dinheirinhos para fazer o investimento. A dependência é enorme. Não é asfixia, uma vez mais, é dependência. As pessoas têm receio pelo seu emprego, pelo seu trabalho, pelo trabalho da família. Conheço algumas que até têm receio de falar...»
«Entre 1960 e 1995 houve uma verdadeira cavalgada: fomos o país que mais cresceu e se desenvolveu na Europa, com uma mudança demográfica completa, outra nos costumes, algo de absolutamente fantástico! De repente chegámos a 90 ou 95 e percebemos que não tínhamos inovado nem criado muito... Fizemos auto-estradas - qualquer país com um cheque na mão as faz -, mas não fizemos novas empresas, novos projectos, novos produtos. E perdemos muito do que tínhamos: demos cabo da floresta, demos cabo da agricultura, demos cabo do mar.»
«Estamos à beira de iniciar um percurso para a irrelevância, talvez o desaparecimento, a pobreza certamente. Duas coisas são necessárias para evitar isso. Por um lado, a consciência clara das dificuldades, a noção do endividamento e a certeza de que este caminho está errado. Por outro, a opinião pública consciente. Os poderes só receiam uma coisa: a opinião dos homens livres.»
Ler entrevista completa aqui.
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Filmes da minha vida - 7 e 8
Charlie e a Fábrica de Chocolate, de Tim Burton - 2005
O Padrinho, de Francis Ford Coppola - 1972
Continuo sem perceber...
Aqueles que durante anos se esforçaram por destruir o instituto do casamento, defendendo coisas como as uniões de facto e facilitismos na dissolução do matrimónio através do divórcio, são hoje os mesmos que agitam bem alto a bandeira do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Como se o casamento se tratasse do mais elevado conceito de justiça e igualdade. E eu desconfio que tudo isto seja apenas um problema de identidade e de afirmação pessoal.
O Clube dos Ricos
A notícia financeira internacional no dia de hoje, é o possível incumprimento do Dubai face as dividas contraídas. Num país que nos últimos anos nos habituou a investimentos megalomanos com números exorbitantes, que nos habituou a concretizar o impossivel com os petrodollars, que se tornou um centro de referência ecónomico e financeiro do Médio Oriente veio-nos dizer hoje que precisa de refinanciar a sua dívida para 2010, para evitar o incumprimento da mesma.
Se isto acontece no Clube dos Ricos, imaginem o problema que o nosso país está a criar para si próprio, com esta economia minimalista e concentrada no PSI 20 e a desaparecer da face do país interior. Veja-se a Delphi na Guarda e a Rohde em Santa Maria da Feira.
2009 foi um ano "sui generis" para Portugal, houve 3 eleições nacionais, sei que em 2010 não vai ser um ano melhor e não vai acontecer nenhuma eleição. E nós não fazemos parte de um "Oásis" como já foi dito.
Se isto acontece no Clube dos Ricos, imaginem o problema que o nosso país está a criar para si próprio, com esta economia minimalista e concentrada no PSI 20 e a desaparecer da face do país interior. Veja-se a Delphi na Guarda e a Rohde em Santa Maria da Feira.
2009 foi um ano "sui generis" para Portugal, houve 3 eleições nacionais, sei que em 2010 não vai ser um ano melhor e não vai acontecer nenhuma eleição. E nós não fazemos parte de um "Oásis" como já foi dito.
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Complexos.
Grande parte da esquerda portuguesa tem pudor em celebrar o 25 de Novembro. Porque nesta data, supostamente, os contra-revolucionários venceram, ou coisa que o valha. Meus caros, a 25 de Abril celebra-se a queda de um regime. A 25 de Novembro celebra-se a verdadeira institucionalização da democracia em Portugal e o fim daquilo que seria uma nova ditadura. Se são democratas de facto, qual é, afinal, o complexo?
25 de Novembro.
Continuo sem compreender a razão pela qual o dia de hoje não é feriado nacional. É hoje que se comemora a verdadeira implantação de um regime democrático e não a 25 de Abril. É hoje que se celebra o fim da ditadura: não a do Estado Novo, mas a soviética que nos ameçou durante excessivo tempo. A bem da verdade histórica, aconselho a leitura disto.
No dia 25 de Abril deste ano, um militante comunista, em tom irónico, encontrou-me com o Daniel Geraldes e disse-nos que nós tínhamos tanto espírito de Abril como o Jaime Neves. Lembro-me que agradecemos, amavelmente, as suas palavras. Tinha mesmo acabado de nos fazer um elogio.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Três D's que se transformaram num F.
O Ruben Ribeiro Eiras, sobre os três D's que protagonizaram o período revolucionário, entende e bem que o D de Desenvolver precisa de nova gerência. Porém, convém acrescentar ao seu raciocínio que nenhum dos outros D's se cumpriu. De facto, o D de Descolonizar foi vergonhoso. Fazer a descolonização por fazer e nos termos em que se processou é o mesmo que não ter feito nada. Falhámos. O D de Democratizar é uma miragem. O país não é mais transparente do que era antes do 25 de Abril. E se não o é, não há democracia que resista a isso. Falhámos.
Dos três D's, resta-nos, portanto, um enorme F: de Fracasso.
Dos três D's, resta-nos, portanto, um enorme F: de Fracasso.
Gestão para idiotas.
Devo fazer um ponto prévio: entre muitas outras matérias, sou um zero à esquerda em economia e gestão. Mas não compreendo por que razão a única forma que os sucessivos governos encontram para equilibrar as contas públicas seja o aumento de impostos. Se algum economista andar por aí perdido, que me responda a isto, por favor: a solução não passará pelo controlo da despesa?
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Filmes da minha vida - 3 e 4
Dogma, de Kevin Smith - 1999
Eduardo Mãos de Tesoura, de Tim Burton - 1990
Alguem que vote NÃO a isto
Consta que os deputados são os legítimos representantes da população, consta que eles defendem os nossos interesses (interesse público) e consta que são pessoas sérias,idóneas e responsáveis. Pois se assim o é, encarecidamente peço ao meu representante legal na Assembleia da República, seja ele quem for, que vote contra esta proposta do nosso Ministro das Finanças.
E este ano, os aumentos salariais, sejam nulos para a Função Pública e apenas e somente apenas as pensões abaixo do salário mínimo tenham aumentos. É que o país não aguenta.
E este ano, os aumentos salariais, sejam nulos para a Função Pública e apenas e somente apenas as pensões abaixo do salário mínimo tenham aumentos. É que o país não aguenta.
domingo, 22 de Novembro de 2009
Contratem uma agência
O líder da bancada parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar Branco, entende que o PSD tem falhado na comunicação com os portugueses. Este senhor é um Deputado com responsabilidades acrescidas, foi ministro da Justiça e é tido nos corredores do poder como um ser inteligente e sensato. Não compreender que o problema do PSD não tem sido da comunicação com as pessoas, mas no que quer, ou não, transmitir a essas mesmas pessoas, é grave. Acaba por demonstrar que o PSD não vê o futuro sorrir-lhe de forma alguma.
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