Octávio Ribeiro: Esteve em Angola recentemente. Angola é um país que pode receber portugueses para trabalhar em que áreas, por exemplo? Na educação?
Passos Coelho: É muito pouco provável que haja capacidade em Angola para absorver muita mão de obra portuguesa. O que não quer dizer que não possa vir ainda a receber certo tipo de mão de obra muito qualificada em certos segmentos. Em tudo o que tem que ver com as tecnologias da informação e do conhecimento. Ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, a educação, com a área ambiental, com as comunicações.
Octávio Ribeiro: Por exemplo, nos professores excedentários - e temos muitos - o senhor Primeiro-Ministro aconselhá-los-ia a abandonarem a sua zona de conforto e a procurarem empregos noutros países?
Passos Coelho: Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível do ensino básico e do ensino secundário de mão de obra qualificada e de professores. Nós sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nós estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, portanto, nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas, uma: ou consegue, nessa área, fazer formação e estar disponível para outras áreas; ou, querendo manter-se como professor, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa.
Octávio Ribeiro: E o Estado pode ajudar nesses caminhos?
Passos Coelho: Em certa medida sim.
Octávio Ribeiro: De que forma?
Passos Coelho: De muitas formas. Isso já veio acontecendo nos últimos anos através de programas de cooperação, sobretudo ao nível da língua portuguesa, da educação, portanto. Seja em Timor, seja em Angola, seja mesmo em Moçambique, nós temos programas na área da educação que poderão, em algumas condições, ser alargados.
Passos Coelho: É muito pouco provável que haja capacidade em Angola para absorver muita mão de obra portuguesa. O que não quer dizer que não possa vir ainda a receber certo tipo de mão de obra muito qualificada em certos segmentos. Em tudo o que tem que ver com as tecnologias da informação e do conhecimento. Ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, a educação, com a área ambiental, com as comunicações.
Octávio Ribeiro: Por exemplo, nos professores excedentários - e temos muitos - o senhor Primeiro-Ministro aconselhá-los-ia a abandonarem a sua zona de conforto e a procurarem empregos noutros países?
Passos Coelho: Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível do ensino básico e do ensino secundário de mão de obra qualificada e de professores. Nós sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nós estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, portanto, nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas, uma: ou consegue, nessa área, fazer formação e estar disponível para outras áreas; ou, querendo manter-se como professor, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa.
Octávio Ribeiro: E o Estado pode ajudar nesses caminhos?
Passos Coelho: Em certa medida sim.
Octávio Ribeiro: De que forma?
Passos Coelho: De muitas formas. Isso já veio acontecendo nos últimos anos através de programas de cooperação, sobretudo ao nível da língua portuguesa, da educação, portanto. Seja em Timor, seja em Angola, seja mesmo em Moçambique, nós temos programas na área da educação que poderão, em algumas condições, ser alargados.
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