Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

A Lei do Maior Esforço

Enquanto Social-Democrata à maneira lusitana vos digo, neste vigésimo dia do décimo segundo mês do ano da Graça do Senhor de 2011: Só existe um partido político puramente ideológico em Portugal: O Partido Socialista. Surpresos? Captei a V. atenção? Óptimo (já me tiraram o Escudo mas ninguém me tira os meus "óptimos" com "P"). Por muito que o meu espírito democrático tente, não consigo encontrar outro Partido com tamanha força, na actual conjuntura política na Assembleia da República, em duas frentes: O controlo da comunicação social (citando Pacheco Pereira: "É muito difícil ganhar eleições ao PS, uma vez que o lobby da comunicação social lhe pertence" - à boa maneira Maçónica acrescentaria eu, e citando Henrique Medina Carreira: "Sócrates, cuja influência se sente ainda hoje no seu Partido, deve ter estudado as tácticas propagandísticas de von Ribbentrop") e o facto de, mais do que ser um partido, ser-se Socialista é um estilo de vida. Mais do que beber de um ideal emanado de Abril, é perfilhar uma determinada atitude pessoal e política perante o Erário Público. É ser descarado, jogar na confusão, mentir, ser-se Chico Esperto e tomar os outros por estúpidos. O mais chocante é que, durante 15 anos, interrompidos por dois anos e meio de Durão Barroso e Santana Lopes que conhecerem um fim abrupto promovido pelo golpista Sampaio para dar, em 2005, o poder aos amigos e dar no que deu, esses 15 anos foram espelho dos Governados. Todos se reviam naquela esperteza saloia, no calote, na promoção da tia e da prima... Em suma, o Governo Socialista foi o sonho de qualquer português. O que cada português faz no seu pequeno mundo da sua casa, e o que cada português gostaria de fazer se algum dia chegasse ao poder. E volta a sê-lo nas palavras de António José (in)Seguro: Para quê cortar? Há almofadas! Para quê sacrifícios? Acabe-se com a Austeridade! A casa está a arder (quem lhe pegou fogo está a passear pela Sorbonne), e o PS apela ao linchamento popular dos Bombeiros! Continua o descaramento: "As Dívidas não são para pagar, isso é coisa de criança". Enganou quem nele votou, enterrou este país (daqui a 20 anos haverão bebés a pagar PPPs e que não entendem o porquê) e ainda goza com quem ficou para trás, sem acesso a Faculdades, Hospitais e sem salário. A máquina continua bem oleada. Porquê? 28% de portugueses, a julgar pelas últimas eleições, ainda queriam mais. Disseram-me uma vez que, na crise, todos temos culpa. Ah meus amigos, uns mais que outros! Na Islândia, país onde se julgou criminalmente os responsáveis pela Crise, menos de 4 anos após o início da mesma, é de esperar que a Islandia em 2012 triplique o crescimento. Neste cantinho à beira-mar plantado, o julgamento não existe. Nada é mais perigoso que a injustiça, porque precisamente é dos combustíveis mais inflamáveis, socialmente falando. Pensar é grátis. Não o fazer sai caríssimo. Eis a lei do maior esforço. Não se corte hoje, para mentir e cortar o dobro amanhã. Sócrates bem pode sorrir em Paris. A sua filosofia está seguramente Segura.

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