Ponto prévio: presumo que seja a última vez que vos falo sobre isto.
Há uns 4 anos, o Roberto Mendes veio perguntar-me se gostava de literatura fantástica. A resposta foi simples: não. Mas o Roberto queria que eu escrevinhasse qualquer coisa como um conto, assim a tocar o fantástico, o terror ou o surrealista. «Bela merda que me vai sair» foi assim um pensamento que me deve ter assaltado a moleirinha várias vezes.
A verdade é que o escrevi. Mais verdade ainda é que não me saiu nada de jeito. Não é o meu estilo - se é que eu tenho estilo de escrita - e reler hoje um conto que escrevi quando tinha 22 anos ainda me soa pior. Consola-me saber que aquele conto foi, sobretudo, fruto de uma série de noites a ouvir álbuns de Pink Floyd, Joy Division ou Jesus & The Mary Chain, enquanto dormia. E o conto chama-se mesmo "Enquanto dormias". Nada mais básico, nada mais estúpido, nada mais cliché.
Passaram-se alguns anos. A antologia teve alguns problemas de parto, mas parece que é desta que está aí quase à venda (na FNAC, segundo me constou). Entretanto, a maquete já foi disponibilizada a uma série de pessoas, pelo que percebi pelo Google, e já há críticas.
Sobre as críticas negativas, apenas isto: 'toumacagar. Que o conto que escrevi não é grande merda já eu sei, não me estão a dar novidades.
Mas as críticas positivas deixam-me surpreendido (mais do que satisfeito, até). Agradeço-as, com a esperança de que sejam honestas, e, como fico tão embasbacado com elas, até vos deixo aqui duas delas (para ser sincero, também não descobri mais):
«De seguida temos "Enquanto Dormias" de Nuno Gonçalo Poças que começa de forma agressiva, com uma narrativa nua e crua de pura violência. Na sequência desse acontecimento, avançamos para uma viagem introspectiva da personagem principal que oscila entre a interação com duas entidades, Ele e Ela, levando à reflexão sobre si mesmo de forma temerosa. Não está nada mau.» Sofia Teixeira.
»Depois aparece Enquanto Dormias, de Nuno Gonçalo Poças, que é exactamente um dos tipos de terror que mais aprecio: perturbador, algo bizarro e brutalmente directo. Uma história que gostei de ler, com muita loucura envolvida (ou não?), com uma linha narrativa algo obscura e difusa. Tal como eu gosto.» Rui Bastos.
Resumindo: o livro deve estar quase à venda. Não o comprem por mim, que não vale a pena. Comprem-no pelos outros autores, que serão, seguramente, muito melhores que eu, mas, sobretudo, pelo esforço do Roberto que se esfalfou com isto tudo.
Quanto a críticas, já sabem: se for para cuspir, não se esforcem - eu sei que não está brilhante. Se for para serem agradáveis (e sinceros, já agora) comigo, sintam-se à vontade. Sei que isto tem o seu quê de pedido de masturbação, mas é tão legítimo quanto masturbar-me sozinho.
Há uns 4 anos, o Roberto Mendes veio perguntar-me se gostava de literatura fantástica. A resposta foi simples: não. Mas o Roberto queria que eu escrevinhasse qualquer coisa como um conto, assim a tocar o fantástico, o terror ou o surrealista. «Bela merda que me vai sair» foi assim um pensamento que me deve ter assaltado a moleirinha várias vezes.
A verdade é que o escrevi. Mais verdade ainda é que não me saiu nada de jeito. Não é o meu estilo - se é que eu tenho estilo de escrita - e reler hoje um conto que escrevi quando tinha 22 anos ainda me soa pior. Consola-me saber que aquele conto foi, sobretudo, fruto de uma série de noites a ouvir álbuns de Pink Floyd, Joy Division ou Jesus & The Mary Chain, enquanto dormia. E o conto chama-se mesmo "Enquanto dormias". Nada mais básico, nada mais estúpido, nada mais cliché.
Passaram-se alguns anos. A antologia teve alguns problemas de parto, mas parece que é desta que está aí quase à venda (na FNAC, segundo me constou). Entretanto, a maquete já foi disponibilizada a uma série de pessoas, pelo que percebi pelo Google, e já há críticas.
Sobre as críticas negativas, apenas isto: 'toumacagar. Que o conto que escrevi não é grande merda já eu sei, não me estão a dar novidades.
Mas as críticas positivas deixam-me surpreendido (mais do que satisfeito, até). Agradeço-as, com a esperança de que sejam honestas, e, como fico tão embasbacado com elas, até vos deixo aqui duas delas (para ser sincero, também não descobri mais):
«De seguida temos "Enquanto Dormias" de Nuno Gonçalo Poças que começa de forma agressiva, com uma narrativa nua e crua de pura violência. Na sequência desse acontecimento, avançamos para uma viagem introspectiva da personagem principal que oscila entre a interação com duas entidades, Ele e Ela, levando à reflexão sobre si mesmo de forma temerosa. Não está nada mau.» Sofia Teixeira.
»Depois aparece Enquanto Dormias, de Nuno Gonçalo Poças, que é exactamente um dos tipos de terror que mais aprecio: perturbador, algo bizarro e brutalmente directo. Uma história que gostei de ler, com muita loucura envolvida (ou não?), com uma linha narrativa algo obscura e difusa. Tal como eu gosto.» Rui Bastos.
Resumindo: o livro deve estar quase à venda. Não o comprem por mim, que não vale a pena. Comprem-no pelos outros autores, que serão, seguramente, muito melhores que eu, mas, sobretudo, pelo esforço do Roberto que se esfalfou com isto tudo.
Quanto a críticas, já sabem: se for para cuspir, não se esforcem - eu sei que não está brilhante. Se for para serem agradáveis (e sinceros, já agora) comigo, sintam-se à vontade. Sei que isto tem o seu quê de pedido de masturbação, mas é tão legítimo quanto masturbar-me sozinho.
1 comentários:
quem é a sofia teixeira?
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